quarta-feira, 27 de maio de 2009

Olha o patchwork aí de novo, Isabelly!





Por estranhos caminhos, a vida reserva belas surpresas e presenteia generosamente quem sabe aproveitar todos os bons momentos propiciados por ela.

Não é que a felicidade bateu duplamente em minha porta? Primeiro foi a alegria incontida de saber sobre a gravidez de minha filha Daniella. Depois, soube que a minha sobrinha Clarissa, que mora nos Estados Unidos, estava grávida também e de um menino. Como homenageá-la e ao seu bebezinho?

Não deu outra. Resolvi presenteá-los com os meus dotes artísticos, aperfeiçoados no patchwork. Trabalhei dia e noite para, numa semana, dar por terminado o jogo de lençol que mostro a vocês nesta postagem. O que acharam?

terça-feira, 26 de maio de 2009

Coragem não se compra...



Recebi da Elaine, uma prima do meu marido, cuja amizade "virtual" aprofunda-se em cada e-mail recebido, este vídeo. Por ser pessoa dotada de uma generosidade ilimitada e grande sensibilidade, sempre me manda mensagens lindas.

Mais uma vez não pude deixar de compartilhar com vocês mais esse gesto de carinho...


domingo, 24 de maio de 2009

Cada imagem!

Será montagem?

Em que pensará Ronaldinho?

Dá colinho! Dá!

Mão boba! Bobíssima!

Chifrudo? Já era...

A bola é minha,diz o"gatinho"...


Capoeira ou futebol?

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Poemas 2




Janela, palavra linda.
Janela é o bater das asas da borboleta amarela.
Abre pra fora as duas folhas de madeira à-toa pintada,
janela jeca, de azul.
Eu pulo você pra dentro e pra fora, monto a cavalo em você,
meu pé esbarra no chão.
Janela sobre o mundo aberta, por onde vi
o casamento da Anita esperando neném, a mãe
do Pedro Cisterna urinando na chuva, por onde vi
meu bem chegar de bicicleta e dizer a meu pai:
minhas intenções com sua filha são as melhores possíveis.
Ô janela com tramela, brincadeira de ladrão,
clarabóia na minha alma,
olho no meu coração.

" Janela" - Adélia Prado

quinta-feira, 21 de maio de 2009

AQUARELA , música de TOQUINHO

Recebi da minha amiga Marli um e-mail contendo o desenho animado de "Aquarela", a bela música de Toquinho.

Adorei! Não me contive! Resolvi publicá-lo para homenagear todas as pessoas sensíveis que me visitam.

Para visualizarem o desenho, basta clicar no link abaixo.


Poemas1


QUANDO EU NASCI

Quando eu nasci,
ficou tudo como estava.

Nem homens cortaram veias,
nem o Sol escureceu,
nem houve Estrelas a mais...
Somente,
esquecida das dores,
a minha Mãe sorriu e agradeceu.

Quando eu nasci,
não houve nada de novo
senão eu.

As nuvens não se espantaram,
não enlouqueceu ninguém...

Pra que o dia fosse enorme,
bastava
toda a ternura que olhava
nos olhos de minha Mãe...

Pequeno poema - Sebastião da Gama (1924 - 1952)

terça-feira, 19 de maio de 2009

A revolta da borboleta amarela...


Esses dois vídeos foram selecionados para homenagear um vizinho anônimo que acreditou que eu escrevi a "A borboleta amarela" porque estava muito infeliz e angustiada com o nascimento de minha netinha.

Ao contrário,nunca me senti tão feliz e realizada (em minha vida pessoal). A tristeza e a desilusão que revelo no texto, metafórico, por sinal, é para denunciar o meu desconforto e revolta, quando leio sobre os escândalos que tomam conta de todas as esferas deste país tão lindo. Especialmente, entristeço-me pelo Rio Grande do Sul, cercado de denúncias de corrupção e de atitudes desabonadoras que envolvem deputados e governadora (rimou!)... Estado que sempre acreditei ético.

Para esse vizinho, quero dizer que adoraria ver o Brasil ponteando as nações mais ricas do mundo.Solo e riquezas nós temos. Só faltam governantes HONESTOS.


Amigo anônimo! Lembras quando estudavas Literatura e havia uma característica chamada SUBJETIVISMO, ou seja, olhar e falar sobre a realidade circundante com uma visão muito pessoal? Uma visão centrada no "eu", subjectus do latim (sujeito, pessoa, pensamento individual,...)
Ou detestavas literatura e "pulaste" essa parte? Pois foi com esse pensar subjetivista que criei a borboleta...Pior, pensei que havia ficado bonito.

Brincadeira! Adorei o que comentaste! Sempre é bom percebermos que muitas pessoas não "olham para gostar" , mas para ver um lado obscuro do escrito...
ou que pensa estar escrito.

Volta sempre!





sexta-feira, 15 de maio de 2009

Criatividade ou bizarrice?

Como ando repleta de atividades, resolvi fazer postagens com bastante antecipação para, num momento de aperto, usá-las como se tivessem sido efetuadas na data em que fossem publicadas.

O que ora lhes apresento, são fotos postadas como engraçadas. Achei-as bizarras, todavia resolvi publicá-las, acompanhadas de provérbios muito conhecidos.



"Não compre gato por lebre." "Quem tudo quer, tudo perde."

“Abre-se um olho para vender e dois para comprar.”
“Não conte com os ovos dentro da barriga da galinha.”

“A mais longa jornada começa com o primeiro passo.”

“Guarda-te do homem que não fala e do cão que não ladra.”

“Atos falam mais do que palavras.”
“Discurso bonito não enche barriga de ninguém.”

"Feliz de quem se contenta com o que tem."
“Antes asno que me carregue que cavalo que me derrube.”

"Não se põe remendo velho em pano novo."

“É melhor curvar enquanto o galho é novo.”
“Cada um deita na cama que fez.”

quinta-feira, 14 de maio de 2009

O FLAUTISTA E O SOM DE UM VIVER


Faz tempo que ando ouvindo um acorde de melodia que inunda a rua onde moro. Sempre, no horário após o meio dia, esse som invade minhas sensações. Olho pela janela e o vejo. Tão melancólico e quieto, tem as mãos agarradas a uma flauta e, de seu sopro, também vem uma sensação de querer viver... Vai se esvaindo, exaurindo e, de repente, o flautista aquieta-se.

Essas percepções são reais, não são devaneios de quem, por ora, põe-se a imaginar um lugar e uma pessoa, falo de um ser humano, ali sentado no fio da calçada, na rua em que moro. Os pingos da chuva caem devagarzinho e, com eles, também trazem a melancolia do flautista. Como posso falar de melancolia, se daquela flauta, meio mágica, o som da vida emana ou será da tristeza?

Ainda não consegui compreender ou sentir o que ele com sua flauta querem falar, mas penso que das notas vem uma liberdade misturada ao desejo, a um quase pedido de socorro: ajudem-me a compreender o meu viver!

E nesse embalo tão triste, ponho-me a pensar nas pessoas iguais a mim, que caminham pelas ruas, quietas, sorridentes, guardando segredos e emoções que despertam o meu pensar nessa mágica meio louca, que é o viver humano.

Certamente, o flautista anda triste, seu semblante me lembra a inquietação, sua flauta grita notas tão distantes que não alcançam minha modesta compreensão. Decidi que não quero mais procurar as explicações do som do flautista, ando a procura da sensibilidade, que me aproxima de sua infinita arte. Sim, arte que emana das notas de sua flauta e que me convidam a dialogar com suas lúcidas, ou não lúcidas sensações e prazeres dessa vida de que também faço parte.

Pessoas, amigos, desconhecidos todos andam, correm, vão e voltam por ali e por cá. Será que todos temos um pouco desse flautista inquieto, que desinquieta minhas sensações? Olho-o e me pergunto insistente: será que ele é feliz? E eu sei o que é ser feliz? Sua tristeza será a tristeza que sinto? Que maluquice essas palavras, essas sensações, mas são essas as ideias que sua flauta me desperta.

Quando fecho meus olhos, abro meu coração e o som da flauta, todo dia, chega aos meus sentidos, compreendendo aos poucos que muitas coisas são inexplicáveis, são meio mágicas. São a vida que se apresenta na figura de um flautista, meio moribundo, que gente como eu, também, se angustia, se entristece, e vive. E, do sopro de seu viver, sua flauta grita a liberdade, a tristeza, o amor, sei lá, acho que diz que viver é assim meio mágico, meio trágico, quem irá entender.

É preciso às vezes desarmar nossas vestes de proteções, que nos fazem surdos ao som de flautas meio inquietas, que andam com flautistas pelos fios das calçadas de nossas ruas. É necessário, por momentos, descobrirmos o quanto somos humanos, e ser humano, na vida de hoje, ao som de uma flauta, faz com que eu perceba que é preciso soltar as sensações para que, mesmo sem tocar a flauta do flautista triste, que ouço de minha janela, ele me ajude a descobrir os sons que sei tocar nas jornadas andarilhas do meu percurso, mesmo sem flauta, mas com a esperança de soprar notas de liberdade e sensações de um viver feliz!

Foi esse texto que me inspirou a escrever "A borboleta amarela". A criação inspiradora prima pela sensibilidade, pela capacidade ilimitada em captar as palavras escritas nas entrelinhas da vida. Somente uma pessoa dotada de olhos e ouvidos sempre atentos poderia transformar, em concreto, os sons, as imagens esparsas e os estranhos viveres escondidos nos caminhos tortuosos do existir.

A autora dessa beleza poética é Cinara Dalla Costa Velasquez.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Ser feliz



"Ser feliz não é apenas valorizar o sorriso, mas refletir sobre a tristeza.

Não é apenas comemorar o sucesso, mas aprender lições nos fracassos.

Não é apenas ter júbilo nos aplausos, mas encontrar alegria no anonimato.

Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver a vida, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.

Ser feliz não é uma fatalidade do destino, mas uma conquista de quem sabe viajar para dentro do seu próprio ser.

Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história.

É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis na alma e agradecer  a cada manhã pelo milagre da vida.

Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.

É saber falar de si mesmo.

É ter coragem para ouvir um "não".

É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.

É beijar os filhos, curtir os pais e ter momentos poéticos com os amigos, mesmo que eles nos magoem."

(In Saudades do Brasil, creato da Graciene, um blog italiano)
 

E eu concluo: Para mim, ser feliz é aceitar a vida com todas as complexidades que ela tem e se extasiar com o recebimento de rosas quando a oferta é inesperada.