quarta-feira, 10 de abril de 2013

Como se escreve...? - REEDITADO






O sol deu uma rasteira na lua e se escondeu, nesta segunda-feira, deixando oculta a sua intensa roupagem de luz, para voltar em outro dia, reinando, absoluto, só para dizer o quanto bela é a vida.

Adoro o astro rei, apesar de ele fazer um estrago danado em minha pele. Em contrapartida, odeio o calor. Paradoxo? Inconformismo? Falta de grana mesmo...

Verão deveria existir para quem adora praia e tem o dindim para bancá-la.

Também não gosto de frio intenso, mas tenho paixão por um foguinho de lareira, por deitar-me, depois de um banho gostoso, numa cama quentinha, previamente aquecida.

Em verdade, sou fã número um da Primavera, essa dama elegante, que sabe combinar cores, exagera as nuances delas e, com que maestria, deixa-se envolver por perfumes diáfanos ou exuberantes.

Nessa estação, visto o encantamento extraído das rosas, a ternura retirada dos amores-perfeitos, a desinibição recortada das margaridas, a generosidade contida nos crisântemos, a humildade presente nos cravos e a simplicidade de viver inspirada nas flores silvestres. Aquelas florezinhas nascidas teimosas, abortos da natureza, que surgem meramente pela ânsia de viver...

Levantei-me inspirada e feliz, perceberam? Motivo? Precisa-se de razões para se gostar de viver?

Sim e quantas! A motivação deste enlevo (que, para sorte minha e dos meus afetos, aparece constantemente) é a vontade de mostrar o reconhecimento para detalhes, para determinadas atitudes, para palavras dotadas de alma, que colaboram para me deixar exultante assim.

Viver é isso: encantar-se com o nascer e o esconder do sol, rir com o riso dos felizes, olhar a vida com os olhos do coração e saber retirar,da policromia da natureza, a varinha mágica para continuar vivendo... Para mostrar toda a euforia desta manhã, o que postarei, no Tirando Dúvidas, vai para... todos os meus visitantes que desejam aprimorar o idioma luso.

Alguém comunicou que sua mãe sofrera um efisema pulmonar. Meus ouvidos, às vezes desatentos, saíram, momentaneamente, de cena, como se um estouro houvesse acontecido pertinho de mim.
Por que a audição ficara agitada?

Porque o correto é ENFISEMA pulmonar! Com esse intrometido N mesmo!

Estranho esse fenômeno linguístico! Em determinadas palavras, as pessoas retiram letras; acrescentam-nas desnecessariamente ou trocam-nas por outras como ocorre nos vocábulos postados abaixo (para não confundi-los vou escrevê-las corretamente, sem destacar os deslizes).

Ei-las:

BANDEJA
CARANGUEJO
HILARIDADE
BENEFICENTE
CABELEIREIRO
MANTEIGUEIRA;
CANDEEIRO,
CUMEEIRA;
ELETRICIDADE
CAMPEÃO
DISENTERIA
EFETUE
POSSUI,
EMPECILHO
PRIVILÉGIO
MERITÍSSIMO,
FILIPE
CRÂNIO,...

Vou parar por aqui para não tumultuar a cabecinha ensolarada de vocês.

2 comentários:

Anônimo disse...

Querida professora Arlete, fiquei mutíssimo feliz e orgulhoso com os gentis e bondosos comentários sobre este 'garoto arrojado' contidos nessa magnífica postagem que fizestes. E que postagem! Poesia pura, da melhor qualidade. Estavas realmente inspirada. Parabéns e continues assim!
Do seu -sempre- aluno, admirador e amigo
Júlio César Schmitt Garcia

arlete disse...

Olá, Júlio:
A minha inspiração vem de ações triviais ou significativas deparadas no cotidiano. Que bom que sabes entender isso.
Um abraço.
Arlete

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