domingo, 7 de fevereiro de 2010

Bonecas para Marianna


a









Além do enxoval, fiz as letras com o nome dela e essas bonequinhas para enfeitar o quarto da Marianna. Ainda estava no ventre da mãe e eu já sabia a cor dos olhos da pequerrucha. Nunca os imagnei castanhos; somente azuis da cor do céu.

Não deu outra! Coração de avó não se engana!

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Histórias que vivi


Quando a minha filha contou-me da emoção que os últimos textos escritos por mim lhe causaram, fiquei entusiasmada. Resolvi, por isso, registrar histórias vivenciadas por ela e os irmãos na infância. A maioria delas induz os leitores, que me derem a honra de ler os escritos, a refletirem sobre a missão tão árdua e difícil que é a educação dos filhos.

Começarei com duas dentre outras, à medida em que vou recordando.

BRIGA DE IRMÃOS

Estavam brincando, animadamente, os meus meninos. Havendo discordância entre eles, o pequeno, com dois anos, levantou-se e começou a chutar o irmão mais velho que, desesperado, pedia socorro. Corri para perto deles e o piazinho ali, atracado no irmão. Imediatamente, separei-o e lhe dei uns safanões.

O mais velho ficou quieto por um instante, depois, aos berros, dirigiu-se a mim:
- Bicho Papão! Lobo Mau! Capitão Gancho! Bruxa Malvada, não tem vergonha, batendo numa criança inocente!?

Ao me dar conta de que me comparara às personagens mais malévolas e de mau caráter das histórias e das revistas em quadrinhos que eu lia para eles, decidi nunca mais me meter nas brigas entre os irmãos.

Quando vinham chorando, cuja causa fora gerada por desentendimentos entre eles ou amiguinhos, apenas perguntava:
- Apanhou?

Se a resposta fosse positiva, dizia, procurando impingir, na voz, consolo e ternura:
- Tudo bem, na próxima, tu vais dar uma boa surra nele!

O guri saia reconfortado e, se soubesse expressar o que sentia, tenho certeza que me diria estar feliz.

Se após a pergunta “apanhou?”, dissesse-me “não!”, eu apenas comentava: “Não machucou, não é?”.

Creio que essa “psicologia às avessas” deu certo, porque nunca me vi envolvida em desentendimentos com vizinhos por causa de brigas de crianças, além do que os dois irmãos sempre foram, continuam grandes amigos e se amam intensamente.

A FILHA MAIS LINDA

Quando a minha filha era pequenina, ao acordar, ou antes de sair para a escola, ou a qualquer momento lhe dizia: "Tu és a filha mais linda que a mamãe tem!". Os olhinhos dela se enchiam de estrelas que brilhavam de
pura felicidade.

O tempo foi passando e o ritual era, religiosamente, repetido: Tu és a filha mais linda, patati, patatá... A garotinha beijava-me e mais, sempre mais. (Foi nessa época que iniciamos o famoso 'beijo no pescocinho"). Felizes as duas, vivíamos num mundo de princesa
e rainha. Ela se sentindo, realmente, a filha mais linda do mundo, e eu fazendo tudo para que ela nunca deixasse de acreditar que, o que eu dizia, era a mais autêntica das verdades!

Um dia, mais crescidinha, depois de eu ter repetido aquela reza, verdadeira confissão de amor, surpreendentemente, meio atrapalhada com tanto trabalho a executar, troquei a cantilena.
Declarei-me assim:
_Dentre a filhas da mamãe, tu és a menina mais linda!

Com um olhar estranho, testa maculada por apreensões, ela
se sai com essa:
- Uma das tuas filhas mais lindas? Mas se tu só tem eu!?

Percebi, com um misto de alegria e de tristeza, a partir daquela constatação, que 'a filha mais linda' estava perdendo a mais infantil ingenuidade e já iniciava, precocemente, a entender o intrincado e falso mundo dos adultos.
E isso que a minha garotinha tinha apenas... quatro aninhos!

Amanhã tem mais...

O desmaio do Batista

Causou celeuma o desmaio sofrido por Batista. Não assisti a ele pela TV, no entanto pude vê-lo por meio deste vídeo.





Criativos, muitos internautas aproveitaram o inusitado fato para reconstruírem as cenas que culminaram com o desmaio do Batista, misturando-as com outras em que o desastrado protagonista é o Lasier Martins.

Pior que o samba do crioulo doido, a "tragédia" deu fank.


Ficou engraçado!
Vejam!

Roberto Carlos para ver e ouvir

Quando vivi essas histórias, nas horas em que as crianças, geralmente nos domingos, davam-me uma pequena folga, deliciava-me ouvindo os discos do Roberto Carlos. Dentre muitas, não me cansava de escutar Detalhes, Emoções e Não quero ver você tão triste assim. Um show!





sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Seres em extinção

O meu marido me faz acreditar que pertencemos a um grupo de homo sapiens em extinção. Continuamos fiéis às mesmas lojas e, de preferência, aos mesmos vendedores. Convivemos com os mesmos amigos, não traímos a quem amamos, procuramos manter, num lugar saliente da memória, todos os bens e os favores recebidos. Ainda mais, os nossos filhos, netos e genro ocupam o maior espaço em nossos corações. Foi, sem percebermos, por eles que abdicamos de viajar por outros mundos...

O nosso trogloditismo fica mais latente quando nos deparamos com o cumprimento dos deveres; morremos de vergonha de atrasar contas, de termos que articular as famosas "desculpas sociais" para não ferir e não sermos feridos. Chegamos, pontualmente, aos compromissos assumidos, recebemos convidados como se fossem reis e rainhas; jamais depreciamos o recebido. Mesmo assim, achamos nunca termos realizado a empreitada à altura de quem recepcionamos ou por quem somos recepcionados.

Embora dois seres paradoxais em preferências, jeito de encarar a vida, de diferenciar o bom do mau, o belo do feio, continuamos "seres em extinção"! Eu gosto da noite; ele, do dia. Tenho compulsão pelo trabalho, estou sempre buscando novas formas de realização... Quando olho, procuro apenas ver a beleza, o lado melhor das pessoas,viso a enxergar muito além da simples percepção. Aquele "Os olhos são cegos, só se vê bem com o coração", sigo ipsis littera, sem tirar ponto nem vírgula, porque não há de... Ele? Olha a vida com olhos plasmados na realidade. O 'a vida é como ela é', sem enfeites, sem passaportes para desculpas mal direcionadas, é um lema para ele, religiosamente, a ser seguido.

Em nossas vidas, somos seletivos. Só deixamos penetrar nela quem queremos, não há convencimentos possíveis... Ao iniciarmos um trabalho, tarefa mais insignificante que seja, procuramos realizá-la como se fosse a última e a efetivamos da melhor maneira. Mesmo assim, divergimos no olhar, no viver, no querer; há discordância no meu jeito de gargalhar com tudo. Mesmo o que me fere, o que me desgosta, "tiro de letra". Não espero nada de ninguém, o que vem é lucro mil vezes somado e multiplicado.Esqueço as ofensas sofridas. Não retenho mágoas, não me sobrecarrego com culpas. Ele? Guarda tudo na memória, não olvida coisa alguma para poder, no momento certeiro, relembrar e cobrar ...

Sou forte, decidida, não vejo dificuldades em nada, removo obstáculos; ele... Acha que a vida mais lhe tirou do que deu! Eu?
Acredito que essa mesma vida me brindou com tudo o que, esforçadamente, busquei e que, por ela, montada em puro sangue alado, vou cavalgando "de colita erguida"...Em compensação, é organizadíssimo, se não fosse ele, a minha vida seria o próprio dilúvio, um caos difícil de reorganizar...

Gosta do moderno, do inusitado, de celulares, de pagar contas, ir a supermercados, fazer compras, sabe tudo sobre máquinas eletrônicas. Tem prazer em doar o que não lhe sabe a utilidade. Eu? Conservo quase tudo no que diz respeito a roupas, não por apego, mas por imaginar, um dia, necessitar valer-me do guardado. Por tudo isso, deitei-me nas costas dele (metaforicamente, é claro, pois não sou doida de ser peso ou contrapeso para ninguém...). Ainda não aprendi a usufriur das benesses do banco eletrônico, mal memorizei a senha do cartão de crédito, nunca sei que valores tenho na conta bancária...Adoro ganhar dinheiro, mas acho uma chatice "contar centavos", examinar extratos...

Detesto shopping center, super, lojas de departamentos, jamais fui a liquidações.
Não sei ( e nem quero saber) que lista se faz para a compra d'o pão nosso de cada dia'... Odeio cabeleireiros! Aquele espelhão enorme, mostrando o quanto estou perdendo tudo, "desenbonitando" (vale o neologismo crioulo?), deixa-me em pé de guerra...

Mais um paradoxo (o melhor não seria antítese?) que pontua nossas vidas: gosta de perfumes e adoraria me presentear com joias. Idiotamente, sempre me recusei a recebê-las, quando muito comprava-as, mas apenas para presenteá-las a entes a quem queria destacar). (A minha filha, um dia, disse-me, assim, de supetão, que eu era um homem em corpo de mulher e amenizou: só que ...delicada e elegante... Para meu conforto e desgosto deles!Dela, que se sentiria "honrada" em herdar os ouros; dele, que sempre os quis me presentear).


Quanto aos filhos? É o rei, o mais bonito, o mais amoroso, o pai-herói, o menino grande a quem protegem, mimam e por quem são mimados, o amigão que almejam sempre ter por perto. Eu? A rainha da cocada preta! Produto genuíno de eu ter priorizado trabalho à família! Quem planta, colhe!). Ele? Pai amorosíssimo, sempre disponível para lhes mitigar as dores físicas, pronto para rir e chorar em momentos inesquecíveis, cantar o parabéns a você onde estiverem. O que adora deitar com eles na mesma cama, braço disponível para lhes servir de amparo e receptor de sonhos bons. Estando juntos, navegam em outro mundo, intransponível, só deles.

Em contrapartida, fui (e sou) a cúmplice na hora do aperto, do camuflar-lhes as falhas, não para mentirem ao pai, mas para preservá-lo do sofrimento, para não desgostá-lo, com medo de se tornarem 'menores' na concepção dele, com receio, também, de lhe melindrarem a sensibilidade (a fragilidade que é o seu encanto) e que tanto admiravam e admiram.

Se ele é (e foi) puro amor, presença em importantes passagens da vida deles, servi-lhes de mantenedora das vontades, aquela que lhes financiava viagens, presentes, concretizava sonhos plausíveis... Mãezona? Não! Mãezinha! Paizão? Ele... (O trabalho, sempre exigente, fez de mim uma coadjuvante de minha própria vida. Ator principal, no coração dos filhos, coube-lhe o papel, o qual tem-se mantido fiel e feliz em desempenhar).

No dia a dia, adora falar; eu, ouvir. Fica furioso com a Globo; defendo a criatividade e o perfeccionismo que ainda exitem nela. Comenta as notícias que acredita interessantes, recomenda-me a leitura delas. Começa a ler o jornal de trás para a frente. Faz a leitura de tudo, até de propagandas... Não acha perda de tempo zapear pela TV, controle remoto em punho, feito arma veloz, movida a laser, olha tudo ao mesmo tempo...

Quanto a mim,
raramente passo os olhos pelo caderno de esportes. Jamais me detenho no que que deprecia pessoas. Só leio se as notícias são boas ou que "metem o pau" em ações que denunciam os mal feitos dos políticos e dos governos. (Se hay gobierno, yo soy contra!) (Hay qui endurecer, pero sin perder la ternura jamás!).TV? Assisto a uma novelinha se não tem maldades , como a Viver a Vida enquanto não aparecerem vilões e malfeitores... Procuro assistir ao Globo Repórter, às minisséries e a quaisquer programas que envolvam cultura, se tempo disponível tenho. Big Brothers? Nem pensar! Meus neurônios exigentes e os dele recusam-se a contaminar-se com a pequenez das pessoas.

Contrastes e contrapontos, "perdas e ganhos", partidas e chegadas. Quase iguais e tão diferentes, apesar de... , continuamos ternamente juntos, protegendo-nos, amparando-nos, deixando a vida nos levar...

Faço tudo para ser feliz! E sou! Ele... Vem tentando...

Somos ou não somos seres em extinção?

Olhem a Marianna! Linda, não? Até já senta sozinha! E a vovó babona aqui, vibra, renasce, ri sem parar!

ABUSADO!

Um casal...estava na cama vendo televisão, quando a mulher diz, bocejando:

- Vou dormir, boa noite!
- Já vai dormir?! Logo agora que eu ia "abusar" de você.... lamenta-se o marido.
- Já não quero mais dormir, abusa, abusa - diz ela, já reanimada.
- Então pega uma cervejinha e umas azeitonas lá pra mim?!

Foi parar no hospital!

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Entrevista de Emprego


- Seu nome?
- Moisés Lima.
- Escolaridade?
- Terceiro grau completo!
- Vamos começar com perguntas simples, conhecimentos gerais, história, geografia, ciências, personalidades.
- Quem foi Stalin?
- Um cara que cantava estalando os dedos.
- E Lênin?
- Tocava nos Beatles.
- O senhor não quer dizer Lennon?
- Esse fazia dupla com a Lilian.
- Ah.... Leno!
- Não... Cantano.
- Vamos mudar de assunto. O que é equação?
- É a arte de montar uma égua.
- E equitação?
- É quando a gente paga todas a nossas dívidas.
- O que é um quelônio?
- É um tipo de mineral radioativo.
- Não seria plutônio?
- Não... Esse é o nome completo do cachorro do Mickey.
- O que é fotossíntese?
- Denominação técnica para um retratinho 3 x 4.
- O que é um símio?
- Um cara que nasceu na Símia.
- Na Símia? E qual é a capital da Símia?
- Nessa tu me pegou: não me lembro agora.
- Quem era Pancho Vila?
- Companheiro de Dom Caixote.
- O que é um caudilho?
- Um osso que tem na ponta da coluna e segundo os cientistas, comprova que o homem tinha rabo e descende do macaco.
- Onde fica a vesícula?
- Debaixo da clavícula.
- Onde ficam os glúteos e para que servem?
- Ficam na garganta e servem para engolir.
- Onde fica o baço?
- Não é baço. É braço. São dois e ficam antes das mãos.
- Para que servem as fibras óticas?
- Para movimentar os olhos.
- Onde fica o Triângulo das Bermudas?
- Qualquer costureira sabe: entre o cós e o gavião.
- Quem descobriu a Lei da Gravidade?
- Um médico ginecologista francês, o Dr.Jeckyl.
- Putz! E quem foi Sócrates?
- Sócrates? Jogou na seleção. Tá vendo? Também conheço futebol; não é por ser colorado que tenho que ser ignorante!!!

Acharam engraçado? Então deixem um comentário! Unzinho só!

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Vou adooooorar saber o que vocês estão achando deste blog...e das piadas, é claro! Senão..."deu pra ti, vou pra Porto Alegre, tchau!"

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

A síndrome do ninho vazio


Quando os meus filhos começaram a alçar voos em busca de novos encaminhamentos para suas vidas através dos estudos em outra cidade, fiquei apaziguada, pois sabia de seu retorno a cada fim de semana. Voavam para estudar, procurar o crescimento individual. Aninhava-me nas palavras de Gibran Khalil Gibran, lia e relia os versos do poeta árabe e me conformava.

Cheguei a memorizar todo o Profecia dos filhos
. Esse poema continha as palavras de que necessitava para abrandar a saudade que eu sentia das minhas crianças (para as mães, em desejo inconsciente de que os filhos não cresçam, os seus jamais deixam de ser crianças...):

Vossos Filhos, não são vossos filhos
São os filhos e as filhas da ânsia da vida por si mesma.
Eles vêm através de vós, mas não em vós,
e embora vivam convosco, não vos pertencem...

Podeis outorgar-lhes vosso amor, mas não vossos pensamentos.
Porque eles têm seus próprios pensamentos.
Podeis abrigar seus corpos, mas não suas almas;
pois suas almas moram na mansão do amanhã,
que vós não podeis visitar nem mesmo em sonho.

Podeis esforçar-vos por ser como eles,
mas não por fazê-los como vós.
Por que a vida não anda para trás e
não se demora com os dias passados.

Vós sois os arcos dos quais vossos filhos
são arremessados como flechas vivas.
O arqueiro mira o alvo na senda do infinito
e vos estica com toda sua força para
que suas flechas se projetem rápidas e para longe.

Que vosso encurvamento na mão do arqueiro seja vossa alegria.
Pois assim como ele ama a flecha que voa,
também ama o arco que permanece estável.

Lia e relia...

O tempo foi passando e a espera dos fins de semana se transformou em expectativa de encontros em feriados, em férias. Subitamente, o espaço de cada um estava desocupado. Foram saindo aos poucos, inversamente: primeiro a caçula, depois o do meio, por último , o mais velho. Foi então que entendi a enormidade devastadora da "Síndrome do ninho vazio"! Uma casa, antes plena de risos, de bagunça, de festas, de amigos que iam e vinham, ficou tristemente vazia, calada. Tudo nela choramingava, denunciava a falta deles.
Aos poucos, fui introjetando em minha mente (meus filhos, não são meus filhos. São os filhos e a filha da ânsia da vida por si mesma. Eu sou apenas o arco do qual meus filhos são arremessados como flechas vivas.) Mesmo assim, ainda ficava o questionamento: o que fazer para aceitar a partida deles? Trabalhar mais ainda? Encher meus dias, desgastar-me para, cansada, adormecer?

O tempo, esse senhor da vida e da morte, só ele é capaz de amenizar as saudades e fazer com que se passe a aceitar a ausência de quem se ama. Existem muitas formas de se canalizar o afeto aprisionado, a falta dos filhos e imaginá-los presentes. O maior paliativo, no entanto, era, ainda, as palavras de Gibran (Que meu encurvamento na mão do arqueiro seja minha alegria.Pois assim como ele ama a flecha que voa, também ama o arco que permanece estável).

Passados os anos, num dia de muita tristeza, decidi mudar tudo na casa. Redecorei-a, mudei a cor das paredes, coloquei nelas quadros novos, espelhos para reduplicar espaços, troquei móveis, reciclei outros, confeccioinei colchas, almofadas, adornos, recontruí cozinha e banheiro. Surgiu uma casa acolhedora, ficou mais
bonita, chique, moderna, cheia de atrativos para o olhar.

Diferente da morada da infância dos meus meninos, mas continua a reproduzir a essência deles, os risos, a ânsia de vida, o vaivém...
Não é mais a mesma, mas continua um lar com alma, sempre de portas abertas para acolhê-los. Não deixou de ser a casa deles, sempre à espera de sua chegada para preencher os ninhos, a qualquer momento, por isso permanece feliz...

Sexo na terceira idade


Um casal está comemorando o 60º aniversário de casamento, com um jantar em um pequeno restaurante no campo. O marido se inclina e
pergunta para a esposa:

- Meu bem, você se lembra da nossa primeira vez, há sessenta anos atrás? Nós fomos para a parte de trás do restaurante, você se
apoiou na cerca e...

- Eu lembro muito bem. - responde ela.

- O que você acha de repetirmos agora, em louvor aos velhos tempos?

- Oh, você é um sátiro, mas parece uma boa ideia!

Um policial sentado ao lado ouve a conversa e pensa:

Essa eu não posso perder:


Tenho que ver os coroas fazendo sexo, lá na cerca.

Eles saem e caminham até lá, apoiando-se um ao outro, ajudados por bengalas.

Chegam à cerca, a velha senhora ergue a saia, tira a calcinha, o coroa baixa as calças.

Ela se agarra na cerca e começam a fazer sexo. De repente, explodem no sexo mais furioso que o policial já tinha visto na vida.

Repetem dezenas de vezes. Ela grita, ele agarra os quadris dela, furiosamente. O sexo mais atlético possível e imaginável.

Finalmente caem exaustos no chão e depois de mais de meia hora deitados se recuperando, os dois se levantam, apanham as roupas
espalhadas e se vestem.

O policial, ainda perplexo, toma coragem, se aproxima do casal e pergunta:


- Vocês devem ter tido uma vida fantástica! Como vocês conseguem?
Qual é o segredo dessa performance ideal?

- O velhinho com os cabelos assanhados e cara de estar em outro mundo
responde:

- Sei lá...... Sessenta anos atrás essa cerca não era eletrificada.

Esse meu primo americano! Não fui eu, não!? Foi ele!

Depois desses anos todos (60), um casal só pode brincar com bolinhas de sabão.

Será? E o Viagra!?

Chegarei lá! Chegaremos, hem?

Psiu!

Existem erros que estão "embutidos" em nosso
id, o irmão bobinho do ego e do superego, que os cometemos ou os lemos sem nos darmos contas dos deslizes cometidos.

Alguém percebeu o erro que aparece no diálogo dos velhinhos
bons vivants?

Não? Releiam a quarta e a quinta linhas...

Nada?

Pois é! Repito a frase:
- Meu bem, você se lembra da nossa primeira vez, há sessenta anos atrás?

Ainda não captaram?
... , há sessenta anos atrás,...

Erro? Que erro?
, verbo haver com o significado de faz, nesse caso, tem o valor de PASSADO, em tempo que já passou, ficou para trás...

E ATRÁS,no contexto, o que é? Não é ALGO que se perdeu no PASSADO também?

Resumindo:

Se alguém diz "levei um tombo, saí para fora, entrei para dentro , vou subir para cima, ..." todo mundo nota a hipérbole viciosa.

No caso de "há sessenta anos atrás", passa-nos despercebido, não é?

Coisas da língua...e dos ouvidos!

Um dia, não tão longe, essa estrutura frasal será considerada correta pelos gramáticos, espero!



terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Para que remédio se rir é melhor?


Sempre que recebo, por e-mail, algo bonito ou engraçado, a primeira coisa que desejo é compartilhar com meus amigos blogueiros. Recebi as piadas abaixo da Marli, a moça que, carinhosamente, chamo de "os olhos e os ouvidos do Rei!", tal é a seriedade com que vigia os erros cometidos nas postagens feitas por mim.

(Fiquei tão "dependente" dela que já nem me preocupo em revisar o que escrevo ou posto. Sei que ela, com seu olhar vigilante, captará o menor deslize!)

Com a permissão dela, repasso as piadas recebidas para vocês.

DUAS AMIGAS AO TELEFONE:

- Oi, me conta como foi o encontro de ontem à noite.

- Horrível, não sei o que aconteceu...

- Mas por quê? Não te deu nem um beijo?

- Sim. Beijar, me beijou. Mas me beijou tão forte que meu dente postiço da frente caiu e as lentes de contato verdes saltaram dos meus olhos....

- Não me diga que terminou por aí.

- Não, claro. Depois pegou no meu rosto entre suas mãos, até que tive que pedir que não o fizesse mais, porque estava achatando o botox e me mordia o lábio como se fossem de plástico... Ia explodir o meu implante de colágeno e quase sai o mega hair!!!

- E... Não tentou mais nada?

- Sim, começou a acariciar minhas pernas e eu o detive, porque lembrei que não tive tempo de me depilar. E além do mais, me arrebatou com uma luxúria e estava me abraçando tão forte que quase ficou com minhas próteses da bunda em suas mãos e estourou meu silicone do peito....

- E depois, que aconteceu?

- Aí, então, começou a tomar champanhe em meu sapato...

- Que romântico...!!!

- Romântico o cacete! Ele quase morreu!!!

-Ai, não!!!! E por quê?

- Engoliu meu corretor de joanete com a palmilha do salto..

- Nossa, que ele fez depois?

- Você acredita que ele broxou e foi embora?

- Acho que ele é viado.

- Só pode!

Moral da história:

"O melhor cego é aquele que não quer ver " Ou: "Quem não tem cão, caça com gato."

E eu que estou bem "tentada" a fazer uma "recauchutagem" geral! Só não fiz ainda porque o medo é maior que a "beleza"! Depois dessa...